Quando falamos de M&A (fusões e aquisições), informalidades dentro da empresa podem ser verdadeiros “deal breakers”. Muitas vezes empresários subestimam o impacto que certas lacunas, como a ausência de registros contábeis sólidos ou a falta de um acordo de sócios, podem ter no fechamento de um negócio.

O comprador, ao fazer a due diligence, vai querer entender exatamente o que está comprando, e qualquer inconsistência, por menor que pareça, pode gerar uma enorme insegurança. Imagina tentar vender uma empresa sem um histórico contábil organizado. Como o comprador vai confiar nas suas projeções de lucro ou no valor que você atribuiu ao negócio? A falta de transparência financeira é uma bandeira vermelha gigante. E o que dizer da falta de um acordo de sócios? Sem ele, fica difícil garantir que não haverá disputas futuras entre os sócios, algo que pode assustar qualquer potencial investidor.

Outro ponto crítico é a marca da empresa. Se a marca não está registrada, pode ser que o comprador veja isso como um risco de longo prazo – afinal, quem garante que outra empresa não pode reivindicar os direitos sobre ela? Sem contar os vínculos contratuais irregulares, como acordos informais com fornecedores ou colaboradores.

Esses contratos frágeis podem comprometer a previsibilidade e a segurança da operação. O que parece uma simples informalidade no dia a dia da empresa pode virar um obstáculo intransponível durante uma negociação de M&A. Para garantir que o deal siga em frente, tudo precisa estar regularizado e transparente. Afinal, quem vai querer comprar uma empresa cheia de surpresas?